Nosso Hotel

Localizado no Centro da cidade de Santa Helena, às margens do Lago de Itaipu, próximo do Parque de Turismo e Lazer e Praia artificial.
Sua capacidade de acomodação é de até 70 pessoas.
Possui 24 Apartamentos luxo, equipados com Ar condicionado, Frigobar, TV, Telefone e Internet.
Oferece Café da manhã e amplo Estacionamento próprio.
Atendimento do casal proprietário e colaboradores.
Hotel bem centralizado, oferece comodidade e conforto aos viajantes, aos hóspedes e turistas que vem para Santa Helena participar de Eventos aqui realizados, ou para descansar e usufruir da Praia e do Parque de Lazer nos feriados, nas Festas e no período do verão.


Nossa História

O Hotel Simioni teve seu início com o Hotel Avenida, no Distrito de Dois Lajeados, Guaporé, Rio Grande do Sul, em 1948 com Restaurante, Bar e Armazém anexos ao Hotel, de propriedade do casal Theodolindo Ronchetti e Tereza Baldo Ronchetti, da filha Terezinha (a qual veio a se casar anos depois, deixando o trabalho no Hotel) e Ricieri Simioni e sua esposa Adelaide Ronchetti Simioni (filha de Theodolindo e Tereza B. Ronchetti). Ali o jovem casal Ricieri e Adelaide tiveram seus dois filhos, Renato e Sômulo, que quando adolescentes, a família sentiu a necessidade de buscar novos horizontes, com a possibilidade de estudos para os filhos e até, se conveniente fosse, a família mudaria de ramo empresarial.
Com espírito empreendedor e, contagiados pelo entusiasmo do Sr. Theodolindo, e outros parentes que aqui já se encontravam e falavam muito da fertilidade e beleza das terras do Oeste do Paraná, vieram confiantes, em 1962 para Santa Helena, onde o Prédio comercial já estava em fase de acabamento, construído pelo avô Theodolindo, que veio antes para comprar terras e providenciar um lugar no Centro de Santa Helena para a Família trabalhar.
Na época, Santa Helena era um Distrito do Município de Medianeira, uma Vila que estava em crescimento, e viu-se a necessidade de instalação de Hotel e Restaurante para acolher e acomodar os viajantes e imigrantes oriundos, principalmente, dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul que por aqui passavam, circulavam para conhecer ou, fixar residência. Então decidiram por dar continuidade ao trabalho com Hotel. A Família Simioni, ao chegar em Santa Helena, em 1962, mesmo com o prédio do Hotel sem acabamentos, com 06 quartos, (somente com as aberturas externas, os quartos eram fechados com cortinas, não havia portas...) e com poucos equipamentos e móveis que conseguiram trazer do Rio Grande do Sul, começaram a trabalhar com afinco e muita energia, pela procura e, pressionados também pela necessidade financeira, pois haviam gasto quase todo o dinheiro da venda do patrimônio em Dois Lajeados e, mais as economias na construção do Hotel e na aquisição das terras. Grandes foram as dificuldades enfrentadas, pois não havia água encanada, tirava-se, manualmente, o precioso líquido de um poço de 24 metros de profundidade, balde após balde... para ser usada na cozinha, na limpeza, lavagem de roupas, nos banheiros com chuveiros manuais...enfim, para tudo. Importante ressaltar que, naquela época havia muita poeira, pois não havia qualquer revestimento nas ruas. Assim trabalharam, até concretizarem a aquisição de uma Bomba para retirar a água do poço que funcionava com a energia de um Motor alimentado com óleo Diesel, pois também não havia energia elétrica, e depois de um tempo usando velas e lampiões à querosene e, depois à gás, o motor também gerava luz à noite, para o Hotel.

Dona Adelaide além de cozinhar, conduzir os trabalhos na cozinha e na limpeza, estava sempre atenta a tudo, muito dinâmica e simpática fazia questão de receber pessoalmente e dar as boas vindas aos hóspedes e visitantes, sempre auxiliada pelo esposo e filhos que administravam e coordenavam os trabalhos de todos os funcionários.
A Família servia, além do café da manhã, o Almoço e o Jantar, para seus hóspedes e, o Restaurante ficava aberto também para o público em geral. Tinham que produzir as verduras, legumes, hortaliças, pois não havia mercado que fornecesse estes produtos perecíveis, tendo em vista que as dificuldades de transporte era muito grande, quando chovia as estradas ficavam intransitáveis... mas, mesmo assim sempre davam um jeito de conseguir os produtos necessários para manter o Restaurante e a Lanchonete.
O local transformou-se naturalmente no Ponto de parada de ônibus das empresas Cattani e Rainha do Sertão no início, vindo na sequência as demais empresas transportadoras de passageiros. Foi mais um desafio, que passou a movimentar ainda mais o Hotel, a Lanchonete, o Bar e o Restaurante da Família. Assim, foi necessário ampliar o Hotel, dando um grande impulso também ao crescimento do então distrito de Santa Helena.

Com auxílio de colaboradores contratados a jornada de trabalho árduo da Família Simioni começava às 04 horas da manhã, sem hora para terminar...(acompanhados pela ajuda já limitada, de Theodolindo Ronchetti até um determinado tempo, depois se afastou devido o avançar da idade). Trabalharam muito, dia e noite, enfrentando muitas dificuldades e desafios, mas sempre perseverantes, sustentados pela graça de Deus. Cultivavam bom relacionamento com todos os segmentos da sociedade, ajudavam ainda nas Festas da Igreja, da comunidade com quem interagiam efetivamente.
Além de todas as atividades do Ponto de ônibus, Lanchonete, Hotel, Bar e Restaurante, Renato ainda transportava pessoas doentes para os Hospitais e médicos das cidades vizinhas, com o carro da família, pois na época eram poucos os taxistas aqui instalados. E, quando chovia era muito difícil o deslocamento, os carros tinham que transitar com correntes nos pneus, e se expunham a ficar atolados em barrancos ou valetas na beira das estradas. Havia Balsas para a travessia do rio São Francisco, que não raro dava problemas. Na maioria das viagens era um desafio chegar ao destino.
Todo empenho, o trabalho e as atividades da Família Simioni os fez evoluir conseguindo aumentar e equipar o Hotel com o básico necessário, proporcionando mais conforto aos seus clientes. No Restaurante aconteciam jantares comemorativos, Festas de casamentos, aniversários, e reuniões familiares, devido à boa comida e o atendimento gentil e amistoso da Família Simioni.
Provocada também pela a emancipação do Município ocorrida em Maio de 1967 a população continuou a aumentar. Era um dos municípios que mais crescia demograficamente no Brasil.
O casal Simioni sempre quis que os filhos estudassem e se formassem... como Renato não quis estudar, o irmão Sômulo que já estava estudando e trabalhando em Cascavel, foi para a Capital fazer o curso de Medicina, com o apoio da família que já se encontrava mais estabilizada. Eis que, em 1971 surge a notícia da construção da Usina Hidroelétrica de Itaipu e que deixaria alagada grande parte das terras de nosso município. E com isso, muitas famílias, indenizadas, ou não acreditando mais em Santa Helena, foram em busca de outras terras, outros estados.

A Família Simioni já havia planejado construir um novo prédio para o Hotel, com maior capacidade de acomodações, e que oferecesse mais conforto aos seus hóspedes, na maioria viajantes. Mas, diante a nova realidade que vislumbrava, seria arriscado. Mesmo assim não desanimou, pelo contrário, investiu no novo prédio com confiança, na visão de um futuro próximo voltado ao turismo, já que a cidade ficaria às margens do grande Lago de Itaipu.
Em 1975, quando o novo empreendimento estava quase pronto, a doença abateu Ricieri Simioni que faleceu em poucos meses. Renato assume o lugar do pai auxiliado pela mãe e também pelo irmão, apesar de estar estudando em Curitiba. Após concretizada a obra nova, os dois prédios estiveram em funcionamento por um período, era grande o movimento, a empresa contava, na época, com 23 funcionários. Com a idade avançada, as forças reduzidas e adoentada, Dª Adelaide, não tinha mais condições de cozinhar e trabalhar como antes. Este foi um dos motivos que os levou a vender o Hotel, Restaurante e Lanchonete no prédio antigo, ao lado do novo. Pois o Ponto de ônibus já havia mudado para a nova Rodoviária Municipal.
Renato casou-se constituindo família, trazendo sua esposa Bernardina para trabalhar com ele no Hotel, ainda sob a supervisão de Dª Adelaide, que fazia questão de ser útil, orientar os funcionários na trabalho e no atendimento. Sômulo, formou-se médico, casou-se e foi trabalhar no estado de Mato Grosso. Dª Adelaide veio a falecer em 1989.
Atualmente, Renato e esposa Bernardina, com os três filhos formados em Odontologia e trabalhando em Curitiba, continuam conduzindo o Hotel Simioni, apesar da doença ter limitado Renato, não o impede de realizar diariamente seu trabalho, com amor e esperança como sempre o fez e fizeram seus pais, acompanhado da imprescindível ajuda da esposa Dina que se dedica diariamente nos cuidados ao marido e ao Hotel.